Nunca namorei. Nunca segui em frente. Como poderia? Elias era tudo para mim.
Emma cresceu ouvindo histórias sobre o pai. O herói. O homem que nunca voltou para casa.
Quando completou dezoito anos, entrou para a Marinha. “Quero honrá-lo, mãe.”
“Emma, por favor. Não faça isso. Eu não posso perder você também.”
“Você não vai me perder. Mas eu preciso fazer isso. Por ele. Por mim.”
Ela está servindo há doze anos. Oficial. Como o pai. Orgulhosa. Forte.
Todo ano, em 14 de março — o aniversário do telegrama — eu visito o nosso lugar.
O salgueiro-chorão à beira do rio. Isolado. Privado. Nosso lugar.
Onde Elias me disse pela primeira vez que me amava. Onde planejamos nosso futuro.
Eu pensava que era um lugar que só nós conhecíamos. Um lugar secreto. Só nosso.
No mês passado, completaram-se trinta anos. Três décadas desde que o perdi.
Fui até o salgueiro. Como sempre. Para me lembrar. Para sofrer. Para me agarrar a ele.
Mas alguém já estava lá.
Um homem. Na casa dos cinquenta. Magro. Tranquilo. Vestindo uma camisa azul apesar do frio.
Meu coração parou. De repente...
Tudo nele. Sua postura. Sua presença.
Então ele se virou. E eu vi seus olhos.
Verde-água. Profundos. Intensos. Idênticos aos de Elias.
Idênticos aos de Emma.
Prendi a respiração. "Elias...?"
Ele não se moveu. Apenas me encarou. Lágrimas se formando. Escorrendo pelo seu rosto.
"É você?" sussurrei.
Ele deu um passo à frente. Voz rouca. Quebrada. "Disseram que eu tinha ido embora... não disseram?"
Minhas pernas fraquejaram. Afundei no chão. "Você está morto. Você está morto há trinta anos."
"Eu não estou morto, Margaret. Estou aqui."
"Isso é impossível. O telegrama. A Marinha. Eles disseram—"
"Disseram que eu estava desaparecido. E eu estava. Mas não morto."
"Então onde você esteve?"
Ele se ajoelhou ao meu lado. “Prisioneiro. Por vinte e oito anos.”
O mundo girou. “O quê?”
“O acidente com o navio foi real. Mas não foi um acidente. Fomos atacados. Capturados. Mantidos como prisioneiros de guerra.”
“Por vinte e oito anos?”
“Sim. Em uma instalação. Isolada. Sem comunicação. Sem resgate. Apenas… mantidos em cativeiro.”
“Por que não os resgataram?”
“Eles não sabiam que existíamos. O inimigo negou ter prisioneiros. A Marinha acreditava que estávamos mortos.”
“Mas vocês estão aqui. Como?”
“Há dois anos, a instalação foi descoberta. Intervenção internacional. Fomos libertados.”
“Há dois anos? Por que vocês não entraram em contato comigo?”
Seu rosto se contorceu. “Eu tentei. Fui até a sua casa. O endereço que eu tinha. Você não estava lá.”
“Mudei-me há dez anos. Reduzi o tamanho da casa depois que Emma foi para a Marinha.”
“Eu não sabia. Não conseguia te encontrar. Venho procurando. Há dois anos. Tentando te localizar.”
“Por que você não contatou a Marinha? Eles poderiam ter ajudado.”
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
