Ela enviou sua carta de demissão para o e-mail errado — e então um bilionário apareceu à sua porta com uma frase que destruiu tudo.

Maya continuou dobrando o cachecol.

“Não.”

O sorriso de Quinn congelou.

“Como assim?”

“Não, obrigada.”

“Vai ser rapidinho.”

“Estou esvaziando meu armário.”

“Precisamos que você assine um documento.”

Maya colocou o cachecol na sacola e finalmente se virou.

“É meu último pagamento?”

Adelaide olhou para baixo.

O sorriso de Quinn se alargou, o que significava mais perigo.

“Maya, não precisamos fazer isso no corredor.”

“Você veio para o corredor.”

Uma empilhadeira buzinou atrás delas. Alguém tossiu. Ninguém se mexeu.

Quinn baixou a voz.

“Você vai precisar ter cuidado ao sair deste prédio.”

Maya sentiu o pulso na garganta.

Aquele velho reflexo voltou. O polegar dela pressionou levemente o ponto macio abaixo do queixo, o lugar que ela tocava quando estava prestes a dizer não e precisava se lembrar de que tinha permissão.

“Saí às 6h17 da manhã”, disse Maya. “Estou aqui para pegar meus pertences pessoais.”

Os olhos de Quinn brilharam.

“Então você entende que não aceitamos nenhum pedido de demissão até que o processo de desligamento seja concluído.”

“Não estou pedindo permissão para me demitir.”

“Maya.”

“Não.”

A palavra a atingiu com mais força do que ela esperava.

Ecoou pelo corredor.

Tommy Reyes estava visível na central de despacho, observando com o café esquecido na mão.

Maya abriu o armário e tirou um envelope lacrado. Colocou-o sobre a prateleira de metal.

“Anita”, chamou.

A responsável pela segurança, que fingia verificar etiquetas perto da central, olhou para cima.

“Há um envelope no armário 41. Duas cópias são para você. Uma é para o escritório regional de segurança. Ligue você mesma. Não deixe ninguém aqui ligar por você.”

O sorriso de Quinn desapareceu completamente.

“Maya, não faça isso.”

Maya fechou o armário.

“Não estou fazendo nada com você, Quinn.”

Sua voz a surpreendeu. Era calma. Quase gentil.

“Você já fez isso. Eu só parei de trabalhar lá dentro.”

Então Maya passou por ela.

Passou por Adelaide.

Passou por Tommy, que ergueu sua xícara um pouco em sinal de respeito.

Desceu as escadas.

Atravessou a área de carga e descarga.

Saiu para a manhã do Brooklyn.

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