Lúcia abriu os olhos.
—Sua esposa está morta.
Alejandro observou Inés se afastar com a criança a reboque.
—Era o que eu pensava.
A partir daquele dia, tudo mudou. Alejandro voltou secretamente para Arteaga. Encontrou a humilde casa de Dona Remedios, uma senhora idosa que havia protegido Inés por seis anos. A casa tinha telhado de zinco, galinhas no quintal e o cheiro de madeira úmida. Não havia joias roubadas. Nem amante. Nem riqueza. Apenas uma pobreza digna, silêncio e uma criança criada sem pai.
Dona Remedios foi a primeira a falar.
—Eu a encontrei no riacho depois da tempestade. Ela estava espancada, febril e grávida. Em seu delírio, ela repetia sem parar o nome dele: Sr. Alejandro. O nome dele.
Inés não chorou. Ela olhou para ele com uma raiva antiga e cansada.
«Sua mãe me obrigou a escrever aquela carta. Ramiro, o capataz, me bateu e me perseguiu quando tentei fugir. Eu estava tentando entrar em contato com você. Queria lhe dizer que a doença do seu pai não era natural.»
Alejandro sentiu frio.
-O que você está dizendo?
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