Depois que meu marido faleceu, fui ao baile da escola de pai e filha no lugar dele – os colegas da minha filha riram até que cinco policiais entraram no salão.

Minhas pernas quase cederam. Puxei Mia mais perto, certa de que algo terrível tinha acontecido.

“Por favor”, sussurrei. “O que quer que seja, só me diga.”

O sargento Daniels me lançou o olhar mais suave que eu já tinha visto em um homem fardado.

“Nada está errado, senhora. Só confie em nós.”

Um policial mais jovem deu um passo à frente. Seu crachá dizia Reyes. Ele se ajoelhou diante de Mia e lhe ofereceu um pequeno buquê de cravos cor-de-rosa.

O lábio de Mia tremeu.

“Essas são para você, querida”, disse o policial Reyes.

Então ele tirou do bolso interno do colete um papel dobrado. As dobras estavam gastas, como se tivesse sido aberto e fechado centenas de vezes.

“Seu pai deixou estas instruções conosco há muito tempo”, disse ele.

Mia olhou para mim, confusa. Eu balancei a cabeça lentamente. Eu também não entendia.

O sargento Daniels se virou para o ginásio. Sua voz alcançou todos os cantos.

“Richard era um dos nossos. Anos atrás, ele nos reuniu na delegacia e nos fez prometer algo.”

O salão ficou tão quieto que eu podia ouvir as luzes de fada zumbindo.

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