“Por favor, leia isso antes de me odiar.”
Pensei que fosse uma carta.
Mas não era, era uma certidão de nascimento.
Primeiro eu vi a data.
Início de 1976. Então veio a palavra "mulher".
Havia então uma linha em branco onde deveria estar o nome do pai. Era uma certidão de nascimento.
"Tivemos uma filha?", sussurrei.
Evelyn cobriu a boca com a mão.
"Não", disse ele. "Eu a tive. Sozinho. E me arrependo dessa frase todos os dias desde então."
Apontei para a linha em branco. "Por que meu nome não está lá?"
—Porque minha mãe dizia que um vazio doeria menos do que um filho que nunca chegasse.
—Eu estava lá, Evelyn!
—Agora eu sei.
—Onde você estava?
—Tivemos uma filha?
—Em Ohio. No quarto de hóspedes da minha tia.
—Diana e Hugo te mandaram embora?
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