Ele sempre via demais.
"Mas estou te dando exatamente o que você queria," ele sussurrou.
Do lado de fora da porta, Deborah estalou. "Devíamos estar lá dentro! Aquela mulher não é da família!"
Arthur empurrou a caixa em minhas mãos.
"Abra depois do meu funeral," disse ele. "Me prometa, Camille."
"Arthur..."
"Prometa."
E eu prometi.
Dois dias depois, meu marido morreu.
E após o funeral, quando todos pensavam que eu finalmente tinha perdido, abri aquela caixa e encontrei a prova de que Arthur me entendeu melhor do que todos eles.
Quando me casei com Arthur, as pessoas agiam como se a história já tivesse sido escrita.
Eu tinha trinta e dois anos. Ele tinha oitenta e quatro.
Isso era tudo o que alguém precisava saber.
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