Levantei-me. "Se terminamos, vou embora."
"Ainda não," disse o advogado.
Deborah franziu a testa. "Mas o espólio está resolvido. Não estrague isso, John."
"O espólio principal está resolvido," respondeu ele. "Arthur também deixou instruções sobre uma propriedade separada."
Alfred se inclinou para frente. "Qual propriedade?"
O advogado abriu um segundo envelope.
Os olhos de Deborah se estreitaram. "O que é isso?"
"Esta é uma instrução separada," disse ele. "Este ativo nunca fez parte do espólio de Arthur. Pertencia a Sophia."
O sorriso de Deborah desapareceu. "Nossa mãe? Então é nosso!"
"À beira do lago, a casa era propriedade separada dela. Arthur tinha usufruto vitalício, mas Sophia deixou instruções escritas sobre o que deveria acontecer após sua morte."
Norman franziu a testa. "Então vai para nós, John."
"Não."
Alfred se endireitou. "Explique isso."
O advogado abriu uma carta.
"Sophia escreveu: 'Se Arthur algum dia encontrar outra mulher que traga de volta a paz à sua vida, dê a ela a casa à beira do lago. Não como pagamento. Não como caridade. Mas como abrigo. Como um lar deve pertencer à pessoa que entende por que isso importa.'"
Segurei a caixa de papelão no colo. "Eu não sabia de nada disso."
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