"Hoje à noite," disse ele. "Eu mesmo vou cuidar disso."
De volta à mansão, Adrian dispensou a enfermeira, a governanta e o motorista.
"Todos fora."
A enfermeira me olhou. "Tem certeza?"
Olhei para Adrian. O rosto dele estava pálido, mas firme.
"Vão," disse eu.
Quando a porta se fechou, ele tirou o envelope carmesim.
"Abra."
Meu estômago se contorceu.
Na frente havia apenas um nome:
Lisa.
"Por que você tem isso?"
"Porque é por isso que eu realmente precisei de você."
Eu rasguei o envelope.
A primeira página era um relatório de acidente.
O nome de Adrian. Seus pais, falecidos no local. Então, sob as partes sobreviventes, Lisa.
"Não."
"Continue lendo."
Virei a página e vi o Honda azul de Lisa sob luzes de emergência. A chuva brilhava no capô amassado. Do espelho pendia o chaveiro da capa de chuva amarela.
Meus joelhos fraquejaram. "Ela estava lá."
A voz de Adrian se quebrou. "Sim."
"Minha filha estava no seu acidente."
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