"Eles a transferem," sussurrei.
"E se você se casar comigo?"
Eu o odiei por colocar meu orgulho contra Lisa.
"Por que você faria isso?" perguntei.
Os olhos dele se voltaram para a janela. "Não posso te contar tudo ainda."
"Então minha resposta é não."
"Por favor, Kirsten. Preciso de um dia de confiança."
Meu celular vibrou de novo. Cobrança do hospital.
Pensei em Lisa deitada imóvel enquanto estranhos decidiam qual chance ela merecia.
Então fechei os olhos.
"Tudo bem," sussurrei. "Eu vou me casar com você. Mas se você estiver escondendo algo que prejudique minha filha, nunca vou te perdoar."
Adrian me olhou como se eu já o tivesse cortado.
"Eu sei," disse ele.
O casamento no cartório durou onze minutos.
A escrivã perguntou se estávamos entrando no casamento voluntariamente.
Adrian disse que sim. Então ela olhou para mim.
Pensei na mão de Lisa na minha, quente, mas imóvel, e forcei a palavra:
"Sim."
Não havia música nem testemunhas felizes, apenas um buquê murcho de posto de gasolina que o motorista dele havia comprado no caminho.
Quando a escrivã nos declarou casados, Adrian não tentou me beijar. Apenas apertou meus dedos frios com os dele.
"Lisa vai conseguir a transferência?" sussurrei.
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
