A pobre ex-esposa foi humilhada no casamento, mas chegou num Rolls-Royce acompanhada de trigêmeos.

Chik queria humilhar sua ex-esposa convidando-a para seu casamento suntuoso. Ele imaginava que ela chegaria triste, abatida e envergonhada. Mas quando Goi saiu de um Rolls-Royce preto reluzente, segurando as mãos de três meninos, o salão inteiro parou. A mesma mulher que ele antes chamava de estéril agora tinha trigêmeos. E isso era só o começo.

Era uma vez, na movimentada cidade de Anyugu, um homem chamado Chik. Ele era um rico empresário na casa dos trinta anos. Todos na cidade o conheciam como um homem que amava dinheiro, carros e poder. Chik usava ternos caros, dirigia os carros mais modernos e se portava como se o chão sob seus pés não fosse bom o suficiente para seus sapatos.

Ele era orgulhoso, barulhento e obcecado por respeito. Mas por trás da mansão e do relógio de ouro em seu pulso, havia uma parte de sua vida que o enchia de raiva todos os dias.

Sua esposa, Goi, não tinha filhos.

Goi era uma mulher quieta e gentil. Ela era linda, com pele morena e macia e olhos suaves que, na maior parte do tempo, carregavam tristeza. Casara-se com Chik por amor, não por dinheiro. Durante sete anos, esteve ao seu lado.

Mas esses sete anos se tornaram anos de dor, porque a cada mês ela esperava, e a cada mês a resposta era a mesma.

Nenhum filho.

Uma noite, a tempestade que se formava em seu casamento finalmente se abateu.

A casa estava silenciosa, mas o ar parecia pesado. Goi sentou-se na beira da cama com as mãos entrelaçadas. Chik entrou no quarto franzindo a testa, a gravata frouxa, a voz já carregada de irritação.

“Sete anos, Goi”, gritou Chik, batendo as chaves do carro na cômoda. “Sete anos de espera e ainda nenhum filho. Você quer que eu morra sem um herdeiro?”

Goi ergueu os olhos lentamente, a voz trêmula. “Chik, eu tentei. Nós tentamos. Não está em minhas mãos. Talvez devêssemos consultar outro médico. Talvez ainda haja esperança.” “Esperança?” Chik riu amargamente. “É isso que você fica dizendo para si mesmo? Estou cansado de esperança. Minha mãe me liga todos os dias perguntando por que você não me deu um filho. Meus amigos riem de mim pelas costas. Você sabe como é ser ridicularizado por ser um homem sem filhos? Você me transformou em um tolo.”

Os olhos de Goi se encheram de lágrimas. “Por favor, não fale comigo assim. Eu sou sua esposa. Fizemos votos perante Deus. Dissemos que estaríamos juntos na alegria e na tristeza. Por que você joga isso em mim como se eu não fosse nada?”

Sua voz se elevou ainda mais.

“Porque você não é nada para mim agora. O que é uma mulher que não pode ter filhos? Você come minha comida, veste minhas roupas, anda no meu carro, mas não consegue me dar um filho para carregar meu nome. Goi, você é uma maldição na minha vida.”

Seus lábios tremeram enquanto ela tentava responder. “Não me chame de maldição. Eu rezei. Eu chorei. Vou para a cama todas as noites implorando a Deus para nos dar um filho. Eu não estou feliz, Chik. Você acha que isso me traz alegria? Eu também estou sofrendo.”

Chik se virou e começou a andar de um lado para o outro no quarto como um leão enjaulado. “Chega de lágrimas. Cansei de esperar. Não vou permitir que você desperdice minha vida. Amanhã falarei com meu advogado. Este casamento acabou.”

Goi engasgou como se o ar tivesse sido arrancado de seus pulmões. “Divórcio? Você vai se divorciar de mim depois de tudo? Depois de eu ter ficado ao seu lado quando você não tinha nada? Depois de eu ter deixado minha família por você? Chik, você se esqueceu do amor que um dia tivemos?”

Ele se virou novamente, com o rosto frio. “Amor não gera filhos. Minha mãe tinha razão. Eu deveria ter te deixado há muito tempo. Preciso de uma esposa que me dê filhos homens, não de uma mulher que encha minha casa de silêncio. Amanhã, quero você fora da minha casa.”

Goi desabou, caindo de joelhos e agarrando a barra da calça dele. “Por favor, Chik, não faça isso. Me dê mais tempo. Nos dê mais tempo. Deus ainda pode nos responder.”

Ele puxou a perna como se o toque dela o repugnasse. “Deus não tem nada a ver com isso. Você é o problema, e eu estou cansado. Você vai embora. Ponto final.”

A discussão ecoou pela casa. As empregadas cochichavam entre si, mas nenhuma delas ousou entrar.

Goi soluçou e tentou uma última vez. “Chik, olhe nos meus olhos. Olhe para a mulher que cozinhou para você, lavou suas roupas, orou por você quando estava doente. Eu te dei tudo o que pude. Não me jogue fora como lixo.”

Mas o coração de Chik estava endurecido.

Ele pegou o telefone e ligou para seu advogado na frente dela.

“Sim, advogado Okeke. Prepare os papéis. Quero o divórcio imediatamente. Sim, ela vai embora amanhã.”

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