A garota mais bonita da escola me convidou para o baile enquanto todos os outros zombavam da minha aparência – 20 anos depois, ela não me reconheceu, e o que eu fiz mudou a vida dela.

“Você também,” eu disse, o que não chegava nem perto do suficiente.

O tio Ray sorriu do caminhão. “Olha só! O garoto ainda sabe falar.”

Charlotte riu e segurou minha mão. Aquela mão ficou na minha até entrarmos no ginásio da escola, enquanto todos olhavam — alguns surpresos, outros com inveja.

Eu não me importei. Pela primeira vez, eu estava entrando em um lugar em vez de querer desaparecer dele.

Charlotte dançou comigo.

Isso parece simples. Mas não era simples para mim.

Ela dançou comigo no meio do salão, não escondido na borda. Me apresentou às pessoas, me puxava de volta para conversas quando eu começava a me afastar, e tratava a noite como algo normal — o que é outra forma de dizer que ela a tornou preciosa.

Durante uma música mais lenta, perguntei: “Por quê eu?”

Charlotte olhou para mim com aqueles olhos lindos. “Porque você parecia precisar que alguém te escolhesse em voz alta.”

Eu nunca esqueci essa frase.

No fim da noite, o tio Ray nos levou de volta para a casa de Charlotte. Antes de ela entrar, segurou minha mão sob a luz da varanda e disse: “Eu me diverti muito. Obrigada!”

Eu ri de leve. “Eu que deveria agradecer.”

Ela balançou a cabeça. “Eu pedi porque queria estar com você.”

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