Mais tarde, eu me sentei na beirada da cama, tirando a prótese. Meu membro doía, a pele vermelha e inflamada. Peguei o ungüento.
Evie subiu ao meu lado.
"Dói?" ela perguntou, os olhos redondos.
"Um pouco."
"Você quer que eu sopre? Mamãe faz isso para mim."
"Claro, filha," eu disse, sorrindo.
Ela colocou seu pato de pelúcia ao lado da minha perna como se ele também precisasse descansar, e então se aconchegou em mim, encaixando-se perfeitamente no espaço que ela sempre conheceu.
Ficamos assim por um tempo.
Naquela tarde, Evie brincava no tapete da sala, escovando o cabelo de sua boneca. Eu fiz uma trança no dela com os dedos trêmulos.
"A mamãe pode não voltar por um tempo. Mas nós vamos ficar bem, Evie."
"Eu sei," ela disse simplesmente. "Você está aqui."
A luz do sol se derramava pela janela, aquecendo seu rosto.
Ela ainda estava aqui. E eu não ia a lugar nenhum.
Estávamos menores agora, mas ainda éramos uma família. E eu aprenderia a manter tudo junto, mesmo com uma mão faltando.
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