Vanessa veio, sentou-se no fundo, chorando silenciosamente, e depois saiu sem pedir nada. Eu não a detive.
Após o serviço, Patricia tocou meu cotovelo. "Venha comigo."
Ela nos levou a uma pequena loja na rua com moldura branca e uma grande vitrine. Eu havia passado por essa rua centenas de vezes e parado em frente a esse prédio mais de uma vez.
Havia um pequeno envelope na bolsa dela. Dentro, uma chave.
"O que é isso?" perguntei.
Os olhos dela se encheram de lágrimas. "É seu."
Luke sabia desde o primeiro ano que estivemos juntos que meu sonho secreto e impossível era abrir uma padaria. Ele costumava me provocar nomeando itens imaginários do cardápio.
"Um croissant de coração partido," ele dizia. "E um muffin chamado mirtilo de apoio emocional!"
Patricia sorriu através das lágrimas. "Ele providenciou o aluguel antes de ficar fraco demais. Guardou dinheiro. Ele me disse que, se chegasse a hora, você deveria ter isso. Ele disse que não podia te dar a vida que prometeu, mas talvez ainda pudesse ajudar a construir a que você queria."
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