Os sussurros atrás de mim aumentaram rapidamente.
— Não.
— Ela disse sim?
— O que está acontecendo?
Eu me virei e vi Andrew ainda parado no altar, pálido como papel, sua mãe já de pé na primeira fila com uma expressão de quem tinha acabado de sentir cheiro de fumaça em um jantar elegante.
— Andrew — chamei. — Venha aqui. Agora.
Ele desceu o corredor lentamente, todos os olhos da igreja fixos nele. Parecia um garoto pego roubando.
— Não é o que parece — disse ele.
Alguém atrás de nós murmurou: — Nunca é.
Eu dei um passo para o lado, deixando Elena e eu lado a lado, ambas encarando-o.
— Então me diga o que é — eu disse.
Andrew passou a mão pelos cabelos.
— Isso é complicado.
Elena soltou uma risada curta, incrédula. — Não, não é.
Andrew lançou a ela um olhar de aviso. — Por favor.
Ela o ignorou. — Você ficou comigo numa praia, há seis anos, sob uma lua cheia, e prometeu a sua vida a mim.
Um silêncio pesado caiu sobre a igreja outra vez.
Elena ergueu a mão esquerda. Havia um anel de Claddagh nela.
— Você colocou isso no meu dedo. Disse que eu era o seu futuro. Diga que não aconteceu.
Andrew não respondeu.
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