No baile, apenas um garoto me convidou para dançar, enquanto todos os outros me ignoravam por eu estar em uma cadeira de rodas – na manhã seguinte, um policial bateu à minha porta e revelou a verdade sobre ele

 

—Eu costumava pensar que esse lugar era onde tudo terminava. Mas não é. É onde eu fiquei.

 

Ele me invadiu.

 

—Não me sinto mais presa aqui.

 

Daniel concordou, como se entendesse.

 

—Obrigado. Por aquela noite. Por ter contado a verdade. E… por me convidar para dançar.

 

Um pequeno sorriso surgiu em seu rosto.

 

—Sempre.

 

Virei-me de volta para a estrada.

 

Mas, desta vez, eu não era mais a garota que ficou para trás.

 

Eu era aquela que finalmente encontrou seu caminho futuro.

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