“Não sei. Só conferindo.”
Mas, conforme os discursos começaram e o lugar da vovó na mesa principal continuou vazio, aquela preocupação pequena virou algo mais afiado.
Eu me desculpei e comecei a atravessar a multidão, desviando de tias dançando e primos rindo, que também não tinham visto a vovó. Os banheiros estavam vazios. O terraço onde alguns convidados fumavam não tinha sinal dela.
Eu até verifiquei o estacionamento, meus saltos batendo no chão enquanto o pânico começava a subir no meu peito.
Onde ela estava?
Estava voltando para dentro quando notei a porta do vestiário meio aberta. Algo parecia estranho, como se tivesse sido fechada e depois aberta às pressas, sem cuidado.
Quando entrei e liguei a lanterna do celular, meu estômago despencou completamente.
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