Eu já estava me preparando.
“Ela quer algo romântico e bem suave, tudo muito harmônico. Ela está chamando de ‘Jardim Encantado Encontra Elegância Moderna’. Diz que cada detalhe precisa ser perfeito”, revelou meu irmão, totalmente tranquilo.
Assenti e tentei sentir a empolgação que ele claramente queria ver em mim. Mas, em poucas semanas, as coisas ficaram extremas, e o planejamento do casamento se tornou exaustivo.
Minha futura cunhada enviou e-mails determinando o tom exato de batom que as madrinhas deveriam usar. Não era sugestão — era exigência. Ela impôs paletas de cores rígidas.
Depois vieram as flores.
“Desculpa, Sarah, mas aquelas peônias que você escolheu são rosa coral, e nós vamos trabalhar só com blush e marfim”, disse Chloe durante um café, com o celular apoiado para gravar a cena para os stories.
“Elas são da mesma família de cores”, respondi com cuidado.
“Mas não são iguais. Eu consigo ver. Todo mundo vai ver. A cor que você escolheu está proibida no meu casamento.”
Depois disso veio a questão do cabelo.
Eu ainda não consigo acreditar que a Chloe fez isso, mas ela pediu que as madrinhas tingissem o cabelo num tom específico de loiro para que nada “conflitasse com a visão”. Algumas realmente fizeram!
Chamei o Liam de lado depois disso.
“Isso é normal?” perguntei.
“Minha noiva só é apaixonada pela forma como as coisas ficam”, disse ele, num tom indiferente, mas eu conseguia ouvir a defensividade surgindo na voz. “Ela quer que o casamento seja especial.”
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