Owen levantou a cabeça, e algo mudou em seus olhos.
A derrota que eu esperava não veio. Em vez disso, seu maxilar se contraiu e a voz caiu para algo deliberado.
"Você quer fazer isso agora? Na frente dela?" Ele acenou para Ava no sofá.
"Você é quem nos colocou aqui," respondi.
Ele soltou um breve e amargo suspiro. "Essas joias pertenciam à sua mãe. Ficam numa caixa há onze anos enquanto eu mantinha todas as luzes acesas nesta casa. Todas as contas, todos os consertos, todos os formulários escolares. Você nunca perguntou de onde vinha o dinheiro."
"O que você quer dizer? Eu também trabalho e—"
Owen soltou uma risada curta e sem humor. "Você quer ficar aí e agir como se não tivesse tido parte em como estamos apertados? Você foi àquela conferência esta semana. Comprou a viagem escolar da Ava. Você nunca olhou as contas nem uma vez."
Um arrepio percorreu minha espinha. "O que eu teria visto se tivesse checado as contas, Owen? O que você estava escondendo de mim?"
Seus ombros caíram. "Devo dinheiro. Muito. Não podia te contar, então encontrei outro jeito."
"Você forjou um roubo."
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