Minha filha desapareceu enquanto nossa família vivia no Egito – 20 anos depois, recebi um cartão-postal de lá, e as palavras no verso fizeram minhas pernas fraquejarem.

Encontrei o número escrito no cartão.

 

Quarenta e dois.

 

A porta de metal estava fria sob meus dedos. Eu a puxei para abrir, me preparando para o pior que eu poderia imaginar.

 

Em vez disso, caí de joelhos.

 

Não havia pesadelo esperando no escuro. Havia uma mulher sentada em uma cadeira dobrável ao lado de três caixas de papelão.

 

Ela tinha meus olhos.

 

Ela me olhou como se tivesse passado a vida inteira decidindo se deveria me odiar.

 

“Você veio rápido, Cassidy”, ela disse.

 

Eu não conseguia respirar.

 

“Tara?”

 

Sua boca tremeu, mas ela não se moveu.

 

“Eu precisava saber se você viria.”

 

Vinte anos antes, meu marido, Grant, mudou nossa família para o Cairo.

 

Ele estava apenas começando sua carreira como repórter naquela época. Quando recebeu uma proposta para trabalhar no exterior, ele andava como se o mundo tivesse aberto suas portas.

 

“Cass, é isso”, ele disse, balançando a carta. “É o tipo de oportunidade que as pessoas esperam anos.”

 

Eu olhei para Tara do outro lado da mesa. Ela estava tentando equilibrar uma colher no nariz.

 

“O que você acha, macaquinha?” perguntei.

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