“Pai, o que…?”
“Você sabe o que é isso?” Ele apontou para o cobertor amassado dentro da caixa. “Isso aqui são mais de 50 horas de trabalho. Sabe como eu sei disso?”
O silêncio foi absoluto. Até os pássaros pareciam ter parado de cantar.
“Porque quando sua avó estava grávida de mim”, continuou John, firme, “ela tricotou um cobertor exatamente assim. Levou meses. Todas as noites depois do trabalho, ela sentava perto da lareira e tricotava… carreira após carreira.”
Ele caminhou em direção a Maggie, que se encolheu na cadeira. “Aquele cobertor resistiu a três mudanças de casa”, disse ele. “Passou por berços, camas de criança e todas as doenças da infância. Eu o levei para a faculdade. Ele estava comigo quando pedi sua mãe em casamento. Ele ainda está no meu armário, 53 anos depois.”
A voz dele falhou por um instante. “Era amor que você podia segurar nas mãos. E você chamou isso de lixo.”
O rosto de Maggie ficou pálido. “Pai, eu não quis…”
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