Por um instante, ninguém disse nada.
Então Maggie franziu o nariz, como se tivesse sentido um cheiro horrível.
“Ah”, disse ela, em um tom frio e decepcionado. “Que coisinha mais pobrezinha.”
Meu peito apertou como se uma mão tivesse agarrado meu coração.
“Por que você simplesmente não comprou algo da lista?”, continuou Maggie, segurando o cobertor com dois dedos, como se estivesse contaminado. “Sério mesmo, Carol. Eu mandei a lista para todo mundo por um motivo.”
Meu rosto queimava, e senti todos os olhares daquele quintal voltados para mim.
“Parece feito à mão”, sussurrou uma das amigas dela, alto o suficiente para que todos ouvissem.
Maggie assentiu e jogou o cobertor de volta na caixa.
“É feito à mão. E sabe o que acontece com essas coisas? Encolhem na primeira lavagem. As costuras se desfazem. Basicamente é lixo esperando para acontecer.”
Algumas risadas surgiram entre os convidados… não aquelas risadas educadas e gentis. Eram risadas cruéis, capazes de atravessar alguém como uma faca.
“Sinceramente, acho que vou acabar jogando isso fora”, disse Maggie, dando de ombros. “Não quero ter dor de cabeça com algo que vai se desfazer depois. Mas obrigada… eu acho.”
E então ela passou para o próximo presente sem sequer olhar para mim novamente.
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