“Foi o que você disse.”
Os dedos dela passaram pelas pérolas. “Olhos gentis são bons. Mas ele tem um bom coração?”
Engoli em seco. “Eu acho que sim.”
A Vovó May apertou minha mão com mais força. “Não ache, meu bem. Tenha certeza.”
Antes que eu pudesse responder, Ruth abriu seu livro.
“Quando estiverem prontos.”
Rose afastou os fios do monitor do meu vestido. Naomi me deu um pequeno aceno. Holly apertou meu ombro.
Então Evan entrou no quarto 314.
Ele usava um terno escuro e um sorriso nervoso. No começo, vi o homem da cafeteria.
“Você está linda,” ele disse.
“Você parece assustado.”
Ele riu, mas não soou certo.
“Grande dia.”
Evan olhou para ela, depois para a Vovó May.
“Olá, May,” ele disse baixinho.
A Vovó sorriu no início.
Então Evan se aproximou e pegou minha mão.
A manga subiu.
Uma cicatriz pálida e irregular cruzava seu pulso esquerdo.
O sorriso da Vovó May desapareceu.
Os dedos dela foram até o colar de pérolas.
“Não,” ela sussurrou.
“Vovó?”
“Não, não, não.”
O fio se rompeu antes que alguém encostasse.
Pérolas caíram no chão e rolaram para debaixo da cama.
A Vovó May apontou para Evan.
“É você!” ela gritou. “Como pode ser você?”
Rose colocou a mão no ombro da Vovó. “May, respire comigo.”
Evan puxou a manga para baixo.
Ele fez isso rápido demais.
Meu estômago gelou.
“O que ela está falando?” perguntei.
“Ela está confusa,” Evan disse.
Holly ficou entre ele e a cama. “Não faça isso.”
“Eu não estou fazendo nada. Ela tem demência.”
A Vovó May balançou a cabeça, chorando forte.
“A cicatriz. Algumas coisas não vão embora, mesmo quando os nomes vão.”
Virei para Evan.
“Me mostra seu pulso.”
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