"Exatamente."
Daniel endireitou-se na cadeira. "Temos nossas próprias vidas. Você sabe disso."
"Eu sei," disse eu. "Eu os criei para que tivessem."
Carol falou, mais baixo agora, "Nunca dissemos que não te amamos."
"Não. Vocês apenas se acostumaram a me amar à distância, quando lhes convém."
A sala ficou em silêncio.
Juntei as mãos. "Criei seis filhos depois que seu pai morreu. Algum de vocês consegue lembrar de um momento em que não teve aparelho, chuteiras, dinheiro para excursão ou ajuda com livros da faculdade?"
Todos se olharam envergonhados.
"Mas isso é o que os pais fazem…" disse Daniel.
"É. Trabalhei em turnos duplos, usei o mesmo casaco de inverno por dez anos e deixei de lado tudo o que custava muito ou demorava demais porque um de vocês precisava de algo. Eu faria tudo de novo, mas digam-me… fiz algo errado para que todos pensassem que estava certo dividir meus bens antes mesmo de eu partir?"
Meus olhos ardiam, mas não desvie o olhar de nenhum deles.
Ben pigarreou. "Não, mãe. Nunca fez. Desculpe."
Todos murmuraram desculpas, e eu as aceitei com um aceno.
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
