Tapei a boca com uma das mãos.
Karl prosseguiu, agora quase ansioso. “Podemos ir para qualquer lugar do mundo e recomeçar. Eu lhe darei a vida que você merece.”
Olhei para o rosto dele e não vi nenhuma vergonha ou culpa real.
Karl não entendia o que tinha me feito passar.
“Você me deixou planejar seu funeral”, eu lhe disse.
Ela estremeceu. “Eu sei que foi difícil.”
“Eu te darei a vida que você merece.”
“Difícil?”, perguntei, elevando a voz. “Eu os vi levando você embora enquanto eu ainda estava de vestido de noiva.”
Um homem duas fileiras à frente virou-se completamente para nos olhar.
Karl baixou a voz. “Eu disse que sentia muito. Eu sabia que você entenderia quando eu explicasse. Eu fiz isso por nós… Você consegue ver isso, não é?”
Isso me afetou mais do que qualquer outra coisa.
“Não. Você fez isso por dinheiro, Karl.”
“Eu fiz isso por nós… Você percebe isso, não é?”
“Isso não é justo.” Ele se inclinou para mais perto, agora irritado. “Você não tem ideia da oportunidade que é essa. Eu não queria te sobrecarregar com a decisão, meu amor.”
“Se livrar de mim? Não… Você não queria que eu dissesse não.”
Ele apertou a ponte do nariz. Olhando para ele naquele momento, vendo como ele se esforçava para entender por que eu não estava aproveitando a oportunidade para fugir com ele, percebi o que eu tinha que fazer em seguida.
“Isso não é justo.”
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