Benny puxou minha mão. "Suco?"
"Um suco," disse eu. "E você segura com as duas mãos."
Ele saudou. "Sim, senhora."
Por vinte minutos, tentei ser a mulher que Cale queria exibir. Ri quando Grant brincou sobre Cale dormir no escritório. Sorri quando Theresa disse: "Você deve estar tão orgulhosa dele."
Limpei a boca de Benny com o polegar e finji não perceber Cale olhando para o Sr. Kim como um homem faminto olhando para a porta da cozinha.
Então o Sr. Kim entrou na sala.
Ele era menor do que eu esperava, com cabelo prateado, olhos calmos e uma presença que fazia as pessoas se endireitarem. Sua esposa estava ao lado dele, elegante e sem sorrir.
Cale inalou.
O Sr. Kim atravessou a sala e colocou ambas as mãos nos ombros de Cale.
"Meu menino," disse calorosamente.
Benny olhou para mim.
Senti meu estômago despencar.
Cale brilhou. "Sr. Kim, esta é minha esposa, Sarah, e nosso filho, Benny. O senhor se lembra deles?"
O Sr. Kim olhou para Benny. "Olá, jovem."
Benny se encostou na minha perna.
"Está tudo bem," sussurrei.
Um garçom passou com bebidas. Benny pegou seu suco, esbarrou na bandeja, e suco de laranja espirrou nos sapatos do Sr. Kim.
"Oh meu Deus," disse eu, caindo de joelhos com guardanapos. "Sinto muito."
Cale segurou o ombro de Benny. "Benny, eu te disse para se comportar hoje à noite, não disse?"
Coloquei minha mão sobre a de Cale. "Solte."
"Ele precisa se desculpar."
"Ele parece apavorado."
O Sr. Kim ergueu a mão. "São só sapatos."
Mas Benny não estava olhando para os sapatos. Ele estava olhando para o Sr. Kim.
Então ele apontou.
"O papai está ali."
Algumas pessoas riram.
Benny continuou, sua vozinha clara como um sino.
"Aquele que a mamãe não pode saber."
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