Emily começou a chorar de verdade. "Não! Não, eu quero. Eu preciso."
Ela riu entre lágrimas e o abraçou, e David deu um passo estranho à frente, deixando que ela o abraçasse enquanto suas orelhas ficavam vermelhas.
Então Jillian também estava chorando.
Nathan não estava. Mas algo no rosto dele mudou de um jeito que eu nunca esqueci.
Ele se aproximou devagar de David, como se não quisesse assustá-lo. "Filho", ele disse, a voz rouca. "Você vendeu algo que amava pela minha filha?"
David olhou para o chão. "Sim, senhor."
Nathan engoliu em seco. "Obrigado. Obrigado, meu garoto."
Isso deveria ter sido o fim.
Mas não foi.
Na manhã seguinte, alguém bateu na minha porta com tanta força que fez a estrutura tremer.
Mal consegui abrir, e dois policiais uniformizados preencheram a entrada.
"Senhora", disse um deles. "A senhora é Megan?"
Minha boca secou. "Sim, sou eu."
O segundo policial olhou por cima do meu ombro. "Somos os Oficiais Daniels e Cooper. Seu filho está aqui?"
Meu estômago despencou. "Por quê? O que aconteceu?"
Antes que eles respondessem, David apareceu no corredor atrás de mim.
O oficial Daniels olhou para ele e depois para mim. "Senhora, a senhora sabe o que seu filho fez ontem?"
Minha mão foi direto para a porta. "O que está acontecendo?"
David ficou pálido. "Mãe..."
O oficial Daniels levantou a mão. "Ele não está preso."
Isso deveria ter ajudado, mas não ajudou.
"Então por que vocês estão aqui?" eu disse, ríspida.
O oficial Cooper se mexeu desconfortável. "Porque o que seu filho fez chegou até muita gente, senhora. Alguém quer agradecer a ele."
Virei para David. Ele parecia que ia desmaiar.
"Calça os sapatos", eu disse.
"O quê?"
"Vamos colocar sapatos, querido. Se isso virar um pesadelo, você não vai de meias."
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