Estendi a mão. "Vem cá."
Ele atravessou o quarto e se encaixou em mim, todo cotovelos e desajeito de treze anos. Eu o abracei e senti o resto da raiva se dissolver em algo mais pesado e mais quente.
"Você é muito parecido com seu pai", murmurei.
Ele se afastou. "Isso é bom ou ruim?"
"Hoje? Inconveniente, caro e bom."
Isso o fez rir.
Na manhã seguinte, meu filho me fez um chá e perguntou se podíamos buscar a cadeira de rodas.
"Ela já está pronta no hospital, mãe", ele disse. "Podemos ir? E depois levar na casa da Emily? Vai ser surpresa porque... eu não falei nada sobre isso."
"E os pais dela, querido? Eles não vão ficar bravos por você se meter?" perguntei, já calçando os sapatos.
"Não acho que possam ficar bravos. Eles não conseguiram ajudar ela, então eu ajudei. Não estou culpando eles. É só que... ela precisava."
Emily abriu a porta na cadeira antiga e ficou completamente imóvel quando viu David.
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