Levei o colar da minha falecida avó a uma loja de penhores para pagar o aluguel, e então o antiquário empalideceu e disse que havia esperado 20 anos por mim.

Então veio o aviso final, colado com fita adesiva na porta do meu apartamento.

Eu não tinha dinheiro para o aluguel.

No fundo, eu já sabia o que tinha que fazer.

Peguei a caixa de sapatos no fundo do meu armário. Dentro, embrulhado em um lenço velho, estava o colar que minha avó me dera, uma joia que eu guardava com carinho há mais de vinte anos.

Agora a sensação era diferente. Mais pesada. Mais quente. Como se entendesse.

"Desculpe, vovó", sussurrei. "Só preciso de um tempinho."

Quase não consegui dormir, me revirando na cama, na esperança de encontrar outra solução. Mas a manhã chegou e, com ela, a realidade.

A loja de penhores ficava bem no centro da cidade, um lugar onde as pessoas só iam quando não tinham outra opção. Um sino tocou quando entrei.

"Preciso vender isso", eu disse, colocando o colar no balcão.

O homem atrás dele congelou no instante em que o viu.

Seu rosto empalideceu.

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