Sussurrei: "Sinto muito."
Na manhã seguinte, fechei minha mão ao redor do colar e caminhei em direção à loja de penhores, rezando para que ele pudesse nos dar mais uma chance.
A caminhada até lá parecia uma traição. Mantive meu punho fechado tão apertado que as bordas pressionavam minha pele. Quase voltei duas vezes, mas Emily precisava de cirurgia, e memória não paga contas de hospital.
Entrei esperando olhos frios e números ainda mais frios. Em vez disso, encontrei uma loja que cheirava a poeira e lustra-louças de limão. Um homem de aparência gentil, por volta dos setenta anos, saiu de trás do balcão.
Ele disse: "Bom dia. Vá com calma."
Engoli em seco.
"Preciso vender algo."
Coloquei o colar sobre o balcão de vidro. Odiava como minha mão tremia ao soltá-lo.
Ele o levantou com cuidado.
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