“A fotografia que Logan me deixou”, disse ela. “Mostra dois homens que se encontraram.”
Robert assentiu com a cabeça.
“Então Logan não estava fugindo da paternidade.” Ela olhou novamente para o medo nos olhos de Logan. “Ele encontrou o irmão. E então algo os encontrou.”
"Sim."
“E quem enviou este envelope sabe onde estou.”
"Sim."
“E você carregou uma fotografia por cinco meses e um segredo por vinte e cinco anos, e nada disso ajudou ninguém.”
Suas palavras não foram gentis. Ela estava cansada demais para ser gentil.
Robert os aceitou sem se defender.
Joanna olhou para o filho e para a cicatriz em forma de crescente abaixo de sua clavícula. Então, ela tomou uma decisão.
“Ligue para o detetive do caso original. Não para o departamento. Para o detetive. Hoje à noite. Conte a ele sobre Michael. Conte a ele sobre as fotografias. Diga a ele que Logan encontrou Elias e que alguém está observando.”
“Joanna—”
“Então me conte tudo o que você omitiu. Seu filho confiou em alguém o suficiente para me enviar uma mensagem do hospital onde o bebê dele estava nascendo. O mínimo que posso fazer é entender o que ele estava tentando dizer.”
Robert olhou para ela por um longo momento. Então, pegou o celular e fez a ligação.
O detetive Carver, que trabalhou no desaparecimento de Elias Wright por onze anos antes de se aposentar, atendeu ao quarto toque. Ele escutou sem interromper. Quando Robert terminou, houve um breve silêncio.
"Chego aí em quarenta minutos", disse Carver. "Não deixem ninguém que vocês não conheçam entrar nessa sala."
Robert recostou-se, o rosto transformado por uma estranha espécie de alívio.
"Eu deveria ter feito isso há cinco meses", disse ele.
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