Apenas um garoto me convidou para o baile de formatura porque ninguém mais queria ir comigo por causa da marca de nascença no meu rosto — todos riram até que policiais entraram no ginásio.

Olhei ao redor do ginásio e vi os mesmos rostos que estavam rindo minutos antes. Algo dentro de mim mudou.

Caminhei até o DJ, que estava atônito, e peguei o microfone de sua mão.

“A maioria de vocês riu de mim desde o primeiro ano do ensino médio. Do meu rosto. Das minhas roupas. De coisas que eu nunca escolhi.” Cerrei os dentes. “Nasci com essa marca de nascença. Não posso apagá-la. Mas esta noite, aprendi a diferença entre crueldade e coragem. E sei de que lado quero viver.”

Coloquei o microfone no chão e caminhei em direção à saída.

Um instante depois, Megan me alcançou. Saímos juntas, deixando um rastro de sussurros surpresos atrás de nós.

Semanas depois, atravessei o palco da formatura sob aplausos sinceros.

O lugar de Brittany estava vazio.

Caleb me encontrou depois, com as mãos nos bolsos e os olhos baixos.

“Amigos?”, perguntou ele. “Devagar?”

“Devagar”, respondi.

Minha marca de nascença nunca desapareceu. Mas a vergonha que eu carregava por causa dela finalmente sumiu.

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