Apenas um garoto me convidou para o baile de formatura porque ninguém mais queria ir comigo por causa da marca de nascença no meu rosto — todos riram até que policiais entraram no ginásio.

Uma garota que eu nem conhecia gritou em seguida: “Meu Deus, será que alguém pagou o Caleb para fazer isso?”

A onda me atingiu em cheio. De repente, as luzes pareceram quentes demais, a música soava distante e cada olhar parecia uma agulha perfurando minha pele.

“Caleb, eu quero ir. Por favor.”

“Hannah, me escuta.”

“Quero ir embora. Agora.”

Ele assentiu rapidamente, com o maxilar tenso, e colocou a mão nas minhas costas para me guiar em direção às portas. Mantive a cabeça baixa. As risadas nos acompanharam pelo salão.

Estávamos quase na saída quando as portas do ginásio se abriram do outro lado.

Três policiais entraram, suas botas pesadas contra o piso polido, e caminharam diretamente em nossa direção.

Os policiais pararam bem na nossa frente.

O mais alto deles, com seu crachá refletindo as luzes da academia, olhou para Caleb com uma expressão cautelosa.

“Senhor, o senhor precisa vir conosco imediatamente.”

Meus joelhos quase cederam. Agarrei a manga de Caleb, minha voz mal passando de um sussurro.

“O que está acontecendo? O que ele fez?”

O policial olhou para mim, com surpresa estampada no rosto. “Então você não tem ideia do que Caleb fez?”

Virei-me para Caleb. Ele estava pálido ao meu lado. Todo o ginásio ficou em silêncio, celulares em punho, olhos arregalados.

Caleb finalmente falou, com a voz baixa e trêmula. “Hannah, preciso te contar tudo. Agora. Na frente de todos. Há três semanas, Brittany e as amigas dela me ofereceram dinheiro para te convidar para o baile.”

Comecei a chorar. “Não, isso não pode ser verdade. Caleb, como você pôde fazer isso comigo?”

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