Lily tocou sua bochecha. "Eu continuo igual. Isso nunca mudou."
"Eu estava errada em deixar alguém me dizer que isso te fazia menos," Emily disse. "Eu tinha medo. Deixei meus pais decidirem. Me desculpe."
"Por que você não voltou?" Lily perguntou. "Por que não lutou contra eles?"
Emily engoliu seco. "Porque eu não sabia como," disse. "Porque eu estava com medo, quebrada e sozinha. Nada disso justifica. Eu falhei com você."
Lily olhou para suas mãos. "Eu pensei que ficaria furiosa," ela disse. "Eu estou, um pouco. Principalmente, estou triste."
"Eu também," Emily sussurrou.
Elas conversaram sobre a vida de Lily, o orfanato e a doença de Emily. Lily fez perguntas médicas sem transformar isso em um diagnóstico.
Quando chegou a hora de ir, Emily se virou para mim. "Obrigada," disse. "Por amá-la."
"Ela também nos salvou," eu disse. "Nós não a resgatamos. Nós nos tornamos uma família."
No caminho de volta, Lily estava em silêncio, olhando pela janela como costumava fazer depois dos dias difíceis na escola. Então ela desabou.
"Eu pensei que conhecer ela iria consertar algo," ela soluçou. "Mas não consertou."
Eu subi no banco de trás e a segurei.
"A verdade nem sempre conserta as coisas," eu disse. "Às vezes, ela apenas acaba com a dúvida."
Ela pressionou o rosto no meu ombro. "Você ainda é minha mãe," ela disse.
"E você ainda é minha menina," eu disse a ela. "Essa parte é sólida."
Já se passou um tempo agora. Às vezes Lily e Emily conversam. Às vezes se passam meses. É complicado, e não cabe em uma história simples.
Mas uma coisa mudou para sempre.
Lily não se chama mais "não desejada."
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
