"Eles se recusaram a me deixar levar ela para casa," escreveu. "Disseram que ninguém jamais ia querer um bebê que parecesse assim."
Ela disse que seus pais a pressionaram a assinar os papéis de adoção no hospital. Ela era menor de idade, sem dinheiro, sem trabalho, sem lugar para ir.
"Então eu assinei," escreveu. "Mas não deixei de amá-la."
Emily escreveu que, quando Lily tinha três anos, ela visitou o orfanato uma vez e a observou pela janela. Estava com vergonha de entrar. Quando voltou depois, Lily já tinha sido adotada por um casal mais velho. A equipe disse que nós parecíamos gentis. Emily disse que foi para casa e chorou por dias.
Na última página, ela escreveu: "Eu estou doente agora. Câncer. Não sei quanto tempo tenho. Não estou escrevendo para pegar a Lily de volta. Só quero que ela saiba que ela foi desejada. Se você achar que é certo, por favor, diga a ela."
Eu não consegui me mover por um minuto. Parecia que a cozinha tinha se inclinado.
Thomas leu e então disse: "Nós contamos para ela. É a história dela."
Ligamos para Lily. Ela veio direto do trabalho, ainda de uniforme, cabelo preso, com a expressão séria, como se esperasse uma notícia ruim.
Eu passei a carta para ela. "Qualquer que seja o seu sentimento, qualquer que seja a sua decisão, estamos com você," eu disse.
Ela leu em silêncio, mandíbula tensa. Ela ficou calma até que uma lágrima caiu sobre o papel. Quando terminou, ficou muito quieta.
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