Mason ficou parado, os olhos cheios de lágrimas enquanto os outros alunos riam e apontavam para ele, celulares ainda levantados, gravando tudo.
Eu abri caminho entre a multidão.
"Mason", eu disse, chegando até ele. "Filho, olha para mim."
Ele me olhou. "Mãe."
"Vamos embora", eu disse. "Agora. Vou falar com o diretor e depois vamos sair daqui."
Eu achei que a noite tinha acabado. Eu estava errada.
"Não. Eu estou bem. Só preciso de cinco minutos." Ele disse. "Já volto. Eu prometo."
Procurei no rosto dele o menino que costumava chorar no meu ombro depois da escola. Não consegui encontrar.
A expressão dele deveria ter me dito que algo tinha mudado.
"Cinco minutos", sussurrei.
Ele assentiu uma vez, virou e foi embora.
Se eu soubesse o que ele estava prestes a fazer, teria ido atrás dele.
Atrás de mim, Brielle já estava batendo na mão de uma garota de vestido prateado.
"Você viu a cara dele?" ela gritou. "Meu Deus, eu tô morrendo."
Eu queria ir até lá e dizer tudo o que tinha engolido por meses, mas algo me impediu.
Demorou demais para eu perceber. O jeito que Mason tinha saído não era de derrota. Era de alguém com propósito.
Virei a cabeça para procurá-lo.
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