Eu parecia presente.
Não voltei para o frango seco nem para o bolo do reencontro. Fui a um restaurante de comida chinesa perto do hotel, ainda de vestido vermelho.
O caixa olhou. “Ocasião especial?”
“Mais ou menos”, eu disse.
“A boa?”
Pensei por um segundo.
“A necessária.”
No quarto de hotel, abri meu biscoito da sorte por último.
O papel dizia: “Você é mais forte do que pensa.”
Pela primeira vez, não discordei.
Aos dezesseis, eu achava que curar era virar alguém de quem ninguém pudesse rir.
Aos vinte e oito, aprendi que era sair antes que a piada te alcançasse.
Eu não saí daquele reencontro como a garota que eles lembravam.
Eu saí como a mulher que aquela garota estava esperando para se tornar.
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