Fui alvo de provocações durante toda a escola – no nosso reencontro de 10 anos, ninguém me reconheceu, então tirei proveito disso.

Eu parecia presente.

 

Não voltei para o frango seco nem para o bolo do reencontro. Fui a um restaurante de comida chinesa perto do hotel, ainda de vestido vermelho.

 

O caixa olhou. “Ocasião especial?”

 

“Mais ou menos”, eu disse.

 

“A boa?”

 

Pensei por um segundo.

 

“A necessária.”

 

No quarto de hotel, abri meu biscoito da sorte por último.

 

O papel dizia: “Você é mais forte do que pensa.”

 

Pela primeira vez, não discordei.

 

Aos dezesseis, eu achava que curar era virar alguém de quem ninguém pudesse rir.

 

Aos vinte e oito, aprendi que era sair antes que a piada te alcançasse.

 

Eu não saí daquele reencontro como a garota que eles lembravam.

 

Eu saí como a mulher que aquela garota estava esperando para se tornar.

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