“Qual o nome?”
“Elias.”
A enfermeira emitiu um som suave.
Robert levantou-se tão depressa que a cadeira raspou no chão. Joanna estremeceu.
“Sinto muito”, disse ele, embora seus olhos estivessem distantes e assustados. “Três meses antes de Logan desaparecer, ele veio bêbado à minha casa. Ele entrou no antigo quarto de Elias. Eu o mantive trancado depois que minha esposa morreu. Não consegui esvaziá-lo. Logan quebrou a fechadura.”
Joana esperou.
“Ele disse que se lembrava de algo. Ele se lembrava da feira. Ele se lembrava de Elias sendo levado embora. Uma mulher de casaco verde segurava a mão dele. Mas Elias não estava chorando. Logan disse que Elias olhou para trás e sorriu.”
Joanna olhou de relance para o bebê adormecido.
“Logan tinha três anos quando Elias desapareceu. Durante anos, ele não se lembrava de nada. Então, de repente, depois de quase vinte e cinco anos, a memória retornou.”
“Então por quê?”
“Porque alguém lhe enviou uma fotografia.”
Joanna ficou imóvel.
“Ele se recusou a me mostrar. Disse que se eu visse, tentaria impedi-lo. Disse que sabia onde Elias estava.”
Vivo. O menino desaparecido pode ter se tornado um homem.
“Nós brigamos”, disse Robert. “Achei que fosse uma farsa. Famílias como a nossa atraem mentiras cruéis. Pessoas já se fizeram passar por Elias antes. Ligaram pedindo dinheiro. A cada vez, minha esposa se desmoronava um pouco mais. Eu não aguentava mais. Mas Logan acreditou.” Seus olhos se voltaram para o bebê. “Então ele te conheceu. E então desapareceu.”
Ouviram-se batidas na porta.
Todos ficaram paralisados.
Outra enfermeira entrou, segurando uma prancheta.
“Dr. Wright, alguém na recepção perguntou por Joanna Ellis.”
Joanna apertou os braços em volta do bebê.
“Não tenho família aqui.”
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