Flagrei minha filha de 17 anos voltando sorrateiramente para casa às 4 da manhã depois do baile de formatura — o que caiu da bolsa dela partiu meu coração.

O que eu não sabia era que algo ainda mais chocante chegaria à nossa porta no dia seguinte.

Eu não consegui dormir em nenhum momento.

Fiquei sentada à mesa da cozinha durante horas, encarando o bilhete até que as palavras perderam a forma.

Às sete horas, subi as escadas e bati de leve na porta do quarto de Ellie.

Nada.

No final da manhã, eu estava encostado no batente da porta dela, sentindo como se fosse a única coisa que me mantinha de pé, quando a campainha tocou.

Do lado de fora, um entregador segurava um enorme buquê de peônias e lírios.

O arranjo era tão grande que eu mal conseguia ver o rosto dele.

“Estes são para a Ellie”, disse ele.

Aceitei as flores e fiquei olhando para elas.

Devem ter custado uma fortuna.

Enquanto o motorista se afastava, notei um pequeno cartão escondido entre as flores.

Antes que eu pudesse me conter, eu o soltei.

Espero que suas pernas estejam doloridas da noite passada. Você mereceu.

"Mas que...?" murmurei, enquanto raiva e pavor me invadiam.

Subi imediatamente as escadas levando o buquê.

Dessa vez bati com muito mais força.

Eu não ia embora sem respostas.

“Ellie. Abra esta porta. Agora mesmo.”

Uma pausa.

Então a fechadura fez um clique.

Ela abriu a porta ligeiramente.

Seus olhos estavam inchados e vermelhos.

“Vieram para você.” Levantei as flores e depois o cartão. “'Espero que suas pernas estejam doloridas da noite passada. Você mereceu.' Quem mandou isso, Ellie?”

Seu rosto desmoronou.

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