Eu era paga para fingir ser neta de um veterano cego todos os domingos — mas, depois que ele faleceu, seu último desejo mudou minha vida para sempre.

Então li mais.

A neta do veterano não o visitava mais. A família queria que ele se sentisse amado em seus últimos anos. A pessoa contratada fingiria ser uma neta.

Parecia errado.

Quase cruel.

Quase fechei a página.

Então olhei para a conta do hospital de Noah ao lado do meu laptop.

E eu me candidatei.

Uma semana depois, conheci Linda, a filha do veterano.

“O nome do meu pai é Walter Harrison”, explicou ela. “Ele perdeu a visão há seis anos. Serviu no exército. Ele é teimoso, orgulhoso e mais solitário do que admite.”

Ela parecia cansada quando acrescentou: "Minha filha parou de me visitar há anos, depois de uma briga familiar. Meu pai ainda pergunta por ela."

Entendi o pedido, mesmo que me tenha causado repulsa.

“O que eu preciso fazer?”, perguntei.

“Visite-o todos os domingos. Converse com ele. Almoce com ele. Deixe-o sentir que ainda tem alguém que se importa com ele.”

“E fingir ser neta dele?”

Linda baixou os olhos.

"Sim."

Aceitei.

No primeiro domingo, eu estava apavorada.

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