"Não sei."
“Como assim, você não sabe?”
“Não o vejo há sete meses.”
A enfermeira colocou o bebê nos braços de Joanna. O instinto falou mais alto que tudo. Ela o abraçou forte, inalando o cheiro quente de recém-nascido. Seu filho se acalmou quase que imediatamente.
“Na noite em que ele te deixou”, disse Robert, “ele veio até mim”.
Joanna ergueu o olhar lentamente.
“Ele estava apavorado. Nunca o tinha visto assim. Disse que tinha cometido um erro, que precisava ir embora, que estavam procurando por ele. Pensei que ele devia dinheiro. Pensei que ele tinha se metido em encrenca. Ele sempre fora impulsivo.”
“Ele te contou sobre mim?”
“Não. Ele não mencionou você. Ele não mencionou um bebê.” O rosto de Robert se contraiu em arrependimento. “Se ele tivesse—”
Joana esperou.
“Eu disse para ele parar de correr. Ele ficou bravo e disse que eu nunca tinha entendido nada sobre sangue.” Robert olhou novamente para a marca de nascença. “Então ele foi embora. Três dias depois, seu carro foi encontrado abandonado perto da Ponte Blackwater. Sem acidente. Sem sinais dele. Apenas o carro, o celular e a carteira.”
Joanna prendeu a respiração.
"Ninguém?"
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