“Coloque a pasta no balcão.”
“É privado.”
“Então você não deveria ter trazido isso para o apartamento do meu marido com a chave dele na mão.”
“Vocês estão separados. Ele não é mais sua responsabilidade, Marilyn.”
Sirenes soavam lá fora.
"Não fuja", eu disse. "Se você for embora, vou contar para essa família que você escolheu aquela pasta em vez de deixar o Ed respirar."
Seu rosto empalideceu.
Lentamente, ela o colocou de lado.
Eu não toquei nele até que os paramédicos já tivessem colocado o Ed na maca. Aí eu o peguei e o carreguei comigo porque não confiava mais em ninguém para saber a verdade.
—
No hospital, Ed estava estável ao amanhecer, mas eu não relaxei.
Sentei-me ao lado da cama dele com a pasta da Megan no colo e li cada página duas vezes.
Os olhos de Ed se abriram enquanto o quarto ainda estava cinza.
“Marilyn?”
Mostrei a pasta. "Você sabe o que ela trouxe para o seu apartamento?"
Sua expressão mudou. "Onde está Megan?"
“Não ao lado da sua cama. Responda-me, Ed!”
Ele engoliu em seco. "Era só papelada."
“Resumos de contas, anotações da casa, rascunhos de contatos de emergência e uma lista intitulada bens.” Toquei na pasta. “O nome dela aparece com muita frequência para alguém que só está ajudando.”
Ed fechou os olhos.
“Você queria se divorciar de mim?”
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