Do fundo do salão, a organizadora de casamentos avançou. Parecia inquieta, mas acenou levemente com a cabeça. No telão atrás do arco floral, a apresentação de slides romântica desapareceu. Em seu lugar, surgiu uma única imagem: o bilhete escrito à mão por Elise.
“Conheça o seu lugar.”
Ouviram-se exclamações de espanto por toda a sala.
O aperto de Bennett afrouxou.
"O que é isso?", ele retrucou.
“O tema é a sua família”, eu disse. “Mas achei que todos mereciam um contexto.”
O próximo slide apareceu: uma fatura de uma empresa de fachada chamada Sterling Events Consulting. Depois outra. E outra. Centenas de milhares de dólares cobrados da Fundação Infantil Whitmore por serviços que nunca existiram, tudo desviado por meio de contas controladas por Elise e Bennett.
Elise levantou-se num pulo. "Desligue isso!"
Ninguém se mexeu.
Virei-me para a sala. "Nos últimos seis meses, tenho estado a auditar a Fundação Whitmore."
Bennett soltou uma risada, alta demais e forçada. "Você é assistente de marketing."
“Não”, eu disse. “Essa era a história que você preferia. Sou contador forense licenciado. Minha empresa foi contratada anonimamente depois que três doadores relataram o desaparecimento de fundos.”
O rosto de Elise ficou inexpressivo.
Meu pai abriu a pasta preta e entregou a primeira pilha de documentos a um homem sentado na segunda fila. O promotor público Marcus Hale levantou-se calmamente, abotoou o paletó e os aceitou.
Bennett olhou fixamente para ele. "Marcus?"
Marcus não sorriu. "Bennett."
A sala inteira se transformou. Os telefones se ergueram. Elise procurou por apoiadores na multidão e encontrou apenas espectadores.
Observei o smoking impecável de Bennett, seu cabelo impecável, seu sobrenome impecável.
“Você mirou na mulher errada”, eu disse.
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